Páginas

sábado, 14 de fevereiro de 2009

De que me servem...

De que me servem as palavras
se emudeço...
E os teus beijos
De que me servem
se os não recebo...
De que me serve o tempo
se nem sequer te conheço.
Para que te trouxeram,
se me é proibido embriagar-me
com o teu perfume.
Porque me roubaram do alfabeto
as letras do teu nome,
os símbolos da tua presença...
Como é possível discretear o mundo,
sem gritar ao vento que te quero!
De que me serve o sonho
se ele não embala o meu sentir
E o amor...
De que me serve o amor
se é um esconderijo...

Carolina

Um comentário:

Ana disse...

Mesmo que o amor seja um refúgio, sinto no teu belo poema uma “chama” que teima em ficar acesa.
Adorei o que escreveste, porque me fazes “sentir” o que por vezes não sei expressar.
Sente o meu abraço bem apertadinho.
Um lindo Domingo para ti!